sexta-feira, 5 de novembro de 2010

"Trago em meu corpo as marcas do meu tempo.
Meu desespero a vida num momento
A fossa, a fome, a flor, o fim do mundo
Hoje, trago no olhar imagens distorcidas.
Pois viagens, mãos desconhecidas
Trazem a lua, a rua às minhas mãos
Mas hoje,as minhas mãos enfraquecidas e vazias
Procuram nuas pelas luas, pelas ruas
Na solidão das noites frias por você
Hoje, homens sem medo aportam no futuro.
Eu tenho medo, acordo e te procuro
Meu quarto escuro é inerte como a morte.
Hoje, homens de aço esperam da ciência.
Eu desespero e abraço a tua ausência
Que é o que me resta, vivo em minha sorte.
Ah, sorte."

(Chico Buarque)

1 comentário:

Marcelo Azevedo disse...

minha pequena, fazia tempo q não entrava aqui pra comentar nada não é??? mais cá estou a comentar novamente, de novo, mais uma vez, hahahaha.
prometo que vou ler os textos todos com calma e comentarei nos que mais gostar!!!!
vo recuperar o tempo perdido nanica!!! beijos e se cuida minha nanica